O Escafandro e a Borboleta

Setembro 10, 2008

 

O Escafandro e a Borboleta (Le Escaphandre et le Papillon ) poderia ser mais um desses filmes franceses melodramáticos, se não fosse pela forma única do protagonista encarar a adversidade com cinismo munido de um humor estreitamente pessimista todo especial.

Transitar o espectador ao cenário do personagem Jean-Dominic, interpretador pelo francês Mathieu Amalric, foi algo que realmente funcionou e muito bem. Jean Dominic é um jovem nos seus 43 anos que trabalha na revista Ellen, como editor; logo no início do filme ele acorda de um coma profundo, e nesse espaço transitório ele recebe a notícia de está paralítico e que as únicas partes do seu corpo que funcionam é o cérebro e o olho esquerdo.

O cinismo do protagonista ao encarar sua situação não muito simpática é o que dá todo valor ao filme; há momentos, no filme, que é perceptível a tragédia e agonia que Dominic passa e ao surgimento de uma coragem involuntária de continuar vivendo moldando um conformismo quase tímido – aliás, parece não haver lá muita escolha. Logo, Dominic decide escrever um livro com o seu único meio de comunicação, o piscar do olho esquerdo.

Escafandro e a Borboleta é de uma beleza fria de encantar a todos; aliás, estou até para comprar o livro! ; )