Tá certo. Detesto suas baladas, mas…
setembro 14, 2008
De alguns dias para cá, eu andei ouvindo bastante coisas voltada ao Jazz e em especial, o do norte-americano George Benson. Para ser sincero, eu
detesto suas baladas. Me parecem como uma cisão obstruída de humor lírico – não faz lá meu tipo nada próximo a isso. Contudo, acredito que o trabalho de Benson seja fascinante por seguir uma linha tradicional do Jazz que seja flexível o suficiente para integrar vertendes do Funk, Pop e Rhythm & Blues – sem está vulnerável a parecer à uma máquina liquidificadora de som. Aliás, essa omissão de sincronismo que não me agrada em grupos particulares do gênero Jazz Fusion. Benson consegue manter um equilibrio perfeito em um sustentar característica similar ao Jazz sutil de Miles Davis até o Funk alvoroçado do Earth Wind & Fire, sem perder sua credencial. Por fim, a guitarra aprazível de faixas como Love X Love é de pôr na cabeça aqueles dias – pra lá de comuns – onde você está em um aeroporto de Londres enquanto toma seu café expresso olhando para o lado de fora da janela no momento que seus e-mails são baixados no iphone. Sabe como é?
Ouça: George Benson – Moody’s Mood
O Escafandro e a Borboleta
setembro 10, 2008
O Escafandro e a Borboleta (Le Escaphandre et le Papillon ) poderia ser mais um desses filmes franceses melodramáticos, se não fosse pela forma única do protagonista encarar a adversidade com cinismo munido de um humor estreitamente pessimista todo especial.
Transitar o espectador ao cenário do personagem Jean-Dominic, interpretador pelo francês Mathieu Amalric, foi algo que realmente funcionou e muito bem. Jean Dominic é um jovem nos seus 43 anos que trabalha na revista Ellen, como editor; logo no início do filme ele acorda de um coma profundo, e nesse espaço transitório ele recebe a notícia de está paralítico e que as únicas partes do seu corpo que funcionam é o cérebro e o olho esquerdo.
O cinismo do protagonista ao encarar sua situação não muito simpática é o que dá todo valor ao filme; há momentos, no filme, que é perceptível a tragédia e agonia que Dominic passa e ao surgimento de uma coragem involuntária de continuar vivendo moldando um conformismo quase tímido – aliás, parece não haver lá muita escolha. Logo, Dominic decide escrever um livro com o seu único meio de comunicação, o piscar do olho esquerdo.
Escafandro e a Borboleta é de uma beleza fria de encantar a todos; aliás, estou até para comprar o livro! ; )
